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Apresentações: uma forma de feedback

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 Ao longo da realização dos trabalhos o professor foi pedindo apresentações para perceber o trabalho dos grupos de trabalho dos alunos. Estas apresentações resumem-se à importância do acompanhamento dos trabalhos, uma tutoria que permite dar aos alunos um feedback de melhoria continua. Numa primeira impressão podemos pensar que estas paragens para apresentações são perda de tempo que poderíamos aproveitar para realização de trabalho, mas sem estas pequenas apresentações não seria possível um acompanhamento tão personalizado aos trabalhos. Como futuros professores isto remete-nos para a importância do feedback que devemos dar aos alunos, não só ao nível dos trabalhos de grupo, mas a todo o desempenho ao longo das aulas para que o aluno posso melhorar e atingir melhores resultados.  Podemos ainda discutir a forma de realizar as apresentações. Estas devem ser breves e objetivas, com o menor texto possível para cativar mais a plateia. A preparação de uma apresentação é um trabalho...

ABP uma experiência imersiva em geografia!

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  Desconstruir para construir um novo modelo de ensino e permitir ao futuros professores vivenciarem uma nova abordagem de ensino.  No início tivemos dificuldade em compreender a abordagem das aulas, pois são pouco estruturadas e colocam o aluno numa posição de descobrir o caminho a seguir. As aulas foram programadas em duas fases; a primeira para realizar uma abordagem ABP e a segunda para elaborar uma abordagem ABP. Na primeira fase foi colocado um cenário para os alunos programarem um festival de música. O professor Herculano foi acompanhando os grupos e estes realizaram briefing para toda a turma, em algumas aulas.   Uma dificuldade identificada pelo professor foi os alunos não lerem a bibliografia autonomamente sendo assim, o professor criou a dinâmica de cada membro do grupo ficar com um texto da bibliografia para analisar em estudo autónomo. Na aula seguindo, os elementos dos vários grupos com o mesmo texto trocavam opiniões sobre o mesmo e faziam uma breve ap...

O tempo de aprendizagem em ABP

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     Uma das questões abordadas na última aula foi o tempo que cada aluno leva para se adaptar a esta metodologia e às funções atribuídas pelo grupo.      O professor Herculano aproveitou para introduzir o artigo de Adrian Chappell, titulado: " Using the ‘Grieving’ Process and Learning Journals to Evaluate Students' Responses to Problem-Based Learning in an Undergraduate Geography Curriculum ". Publicado no Journal of Geography in Higher Education, em 2006 .        O texto aborda as oito fases que um aluno pode necessitar para passar de um nível de aprendizagem para outro baseado em ABP.      Existem várias fases de adaptação do aluno à aprendizagem baseada em problemas. O aluno tem um momento de luto, isto é, precisa de desconstruir o processo tradicional que tem adquirido para depois integrar a nova aprendizagem.       O professor referiu que não existe uma solução para a gestão do tempo que um a...

Análise de Documentários

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Durante a sessão, os grupos foram orientados reunirem-se entre si e a debaterem sobre a temática que desejariam abordar na 2ª situação-problema. O docente sugeriu três temas: A crise habitacional na cidade de Lisboa Os problemas ambientais da Serra da Arrábida Os Avieiros  Apesar destas sugestões, os grupos tinham a liberdade de escolher outro tema, caso preferissem. Visto que, os temas propostos pelo docente são atuais e pertinentes, é importante refletir sobre eles para compreender melhor as suas implicações e desafios. Documentário RTP – “O Triunfo das Pedras”: O documentário aborda os problemas ambientais no Parque Natural da Serra da Arrábida decorrentes da exploração industrial de pedreiras nesta área protegida. Além disso, o programa destaca outros fatores que contribuem para a degradação da região, como a co-incineração (queima de resíduos) num parque natural e a expansão urbanística dentro do parque. O documentário inclui, declarações da pop...

Quais são os 3 principais tipos de problemas em ABP e as suas principais características?

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No decorrer da sessão, foi realizada uma dinâmica de grupo para discutir e analisar os textos lidos autonomamente. Os alunos foram agrupados de acordo com o texto que tinham lido e de seguida, partilharam entre si os seus apontamentos e procederam à seleção de um porta-voz para apresentar o conteúdo à turma. Após cada apresentação, o docente solicitava a um aluno que não tivesse lido o texto que reproduzisse o que tinha entendido da explicação. Pretendo, neste contexto, apresentar uma reflexão sobre um dos textos que explora os três principais tipos de problemas na Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP) e as suas principais características. De acordo com os autores Jos Moust, Peter Bouhuijs e Henk Schmidt na obra “Introduction to Problem-Based Learning” (2021), existem diferentes tipos de problemas utilizados na ABP: problemas de explicação, de dilema e de estratégia. Problemas de explicação : Os problemas de explicação exigem que os alunos compreendam as causas de fenómeno...

Criar grupos de trabalho! Um problema?

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Na aprendizagem baseada em problemas os grupos são um meio para os alunos evoluírem individualmente, mas coloca um desafio aos docentes: como criar os grupos?  Existem várias abordagens: permitir os alunos criarem entre si os grupos, o professor por sua iniciativa criar os mesmos ou utilizar metodologia aleatórias para realizar a junção dos discentes. O Professor Herculano é sensível ao tema da exclusão dos alunos mais fracos pelos seus pares, algo que acontece quando são os próprios alunos a criarem os grupos.  O docente quando não conhece os alunos, também não tem critérios para criar os grupos homogéneos. Sendo assim, a criação de grupos aleatórios é uma solução prática e resolve a discriminação pelos pares.  O Professor Herculano utilizou mais uma vez a técnica das cartas para realizar os grupos destinados a resolver a segunda problemática. Passo a explicar: o professor tem várias cartas iguais que coloca-as para baixo e cada aluno tira uma. Os alunos que tiverem a me...

A criação de um Memorandum

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 Quando as coisas parecem fáceis! Uma disciplina com o nome de Aprendizagem Baseada em Problemas tem tudo para correr bem! Até aqui o desafio tinha sido responder aos problemas, mas nesta segunda parte da disciplina tivemos de ser nós, alunos e em grupo, criar um problema para os alunos resolverem. Desta vez somos nós que vamos dar as cartas aos alunos, e percebemos que afinal a criação de um trabalho em formatos de Memorandum se torna uma tarefa muito difícil. Dar um problema para os alunos resolverem levanta muitos para quem o cria, surgem dúvidas como o que queremos alcançar com o trabalho, o acesso às informações necessárias para a concretização do mesmo, o tempo disponibilizado para a sua produção, entre outros aspetos. Aqui surge também um dilema, se damos toda a informação aos alunos o trabalho deles é diminuto, se não formos claros com o que pretendemos os alunos podem-se perder ou divagar no tema. Chegar ao ponto de equilíbrio mostrou-se um tarefa difícil! 

Dinâmica Colaborativa para Síntese de Textos

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No início da sessão, foram formados três grupos de trabalho, com base nos textos que cada aluno tinha lido previamente: introdução, relatório ou conclusão. Após a formação dos grupos, cada elemento exibiu as suas anotações sobre o texto correspondente, e em seguida, os grupos dispuseram de aproximadamente 25 minutos para elaborar um breve resumo que sintetizasse as principais ideias de cada texto. O docente propôs a seguinte dinâmica aos três grupos: o grupo da introdução apresenta e o grupo do relatório explica o que aprendeu com a apresentação do primeiro grupo. Em seguida, o grupo do relatório apresenta e posteriormente o grupo da conclusão expõe oralmente o que assimilou. Esta dinâmica é pertinente visto que, possibilita compreender um texto que não lemos e realça a importância do trabalho em equipa.   Após cada apresentação, o docente forneceu feedback sobre o trabalho desenvolvido por cada grupo, destacando os principais erros a evitar na elaboração do nosso trabalho. Com...

O Papel da Introdução e da Conclusão num Trabalho Académico

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  No início da sessão, devido a um atraso nos prazos previamente estabelecidos, cada grupo teve a oportunidade de apresentar ao docente o ponto em que se encontrava o desenvolvimento do seu trabalho. Podemos destacar o papel do docente enquanto orientador, assumindo uma postura de guia no processo de aprendizagem. Após esta fase inicial de atualização, o docente informou que não seria necessário entregar um relatório completo, o que alterou significativamente as expectativas iniciais do grupo. Em vez disso, destacou a relevância da introdução e da conclusão enquanto partes estruturantes de qualquer trabalho académico. De acordo com o docente, um trabalho de qualidade pode ser representado apenas por estes dois elementos. Em seguida, o docente sugeriu uma dinâmica de trabalho. Os grupos foram orientados a dividir responsabilidades entre si. A proposta do docente foi que, cada elemento do grupo lesse um dos três documentos disponíveis na plataforma Moodle (Introdução, Relatório e...

Fragmentação socioespacial e condição urbana periférica em cidades brasileiras

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A aula de ABP foi substituída por uma conferência da professora  Maria Encarnação Sposito,  professora no Departamento de Geografia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Presidente Prudente. Esta conferência abordou temas da  Fragmentação socioespacial e condição urbana periférica em cidades brasileiras. Foram abordadas as separações que as cidades brasileiras apresentam, nomeadamente com a divisão de classes sociais e equipamentos de apoio à população. De acordo com o mapeamento de algumas cidades, nomeadamente São Paulo e Maringá, existia um comportamento repetido, a sul da barreira física/natural e até artificial, era onde se localizavam os empreendimentos mais luxuosos e onde predominava a classe média alta. Por outro lado, na margem norte, desenvolviam-se os bairros de classe baixa, as famosas favelas. Transpondo isso para o nosso território e indo ao encontro da nossa situação problema da disciplina de Tendências de Transformação das Cidades e Regiões...

Objetivos terminais para o tema!

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Aula teve a presença da professora Helena e do assistente Francisco, que pediram um ponto de situação e o desejo de o tema estar bem definido até ao final da aula. Também realçaram a necessidade de criarmos objetivos terminais do trabalho e não do relatório.  O alerta dos professores colocou-nos a pensar que tipo de objetivos estamos a construir? Estamos a realizar os objetivos da investigação a fazer ou os objetivos do festival?  Muitas vezes a criatividade e a certeza de um conhecimento prévio pode-nos levar a ultrapassar etapas e avançar para o resultado final, sem seguir a metodologia. Numa sociedade em constante mudança que valoriza o resultado final, os professores do presente não sabem quais os resultados desejados no futuro, sendo assim, quando estamos a preparar alunos para uma realidade que não conseguimos prever, o importante é eles saberem como aplicar a metodologia, para chegarem a um resultado certo e útil num futuro imprevisível.  Esta aula foi muito import...

O Método "Brainstorming"

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  No início desta sessão, o docente utilizou o método “ Brainstorming ”, uma técnica desenvolvida no ano de 1939 por Alex Osborn. Este termo refere-se ao ato de “ usar o cérebro para tumultar um problema ” (Osborn 1987, p.73). O exercício consiste que um grupo de pessoas se reúna a fim, de colaborar para uma “tempestade de ideias” acerca de um determinado tema ou questão específica, formando um longo processo de sugestões. Neste caso, o objetivo proposto pelo docente era definir as ideias-chave que definissem o festival multicultural. Nenhuma ideia foi descartada ou julgada pela turma, todas as ideias foram ouvidas pelo docente e registadas no quadro para que no final, discutíssemos e chegássemos à definição efetiva de 3 ideias-chave. Alguns dos conceitos referidos pela turma foram: cidade educadora, multiculturalidade, educação geográfica, património, europa, cidadania e interculturalidade.   Na aula anterior, a tarefa atribuída pelo docente foi que o grupo refletisse ...

Memorandum - Festival Internacional sobre Multiculturalidade, Património Cultural e Educação

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Uma reflexão sobre o desafio da aula. Quando nos dão um guião para a realização de um festival na cidade de Lisboa, parece uma tarefa fácil e simples. As tarefas eram simples: Apresentação dos cenários e o seu papel na aprendizagem de conhecimentos substantivos, processuais e procedimentais Vivência de uma experiência em primeira mão sobre o património cultural e a multiculturalidade da cidade de Lisboa e o seu valor educativo no contexto europeu Balanço da resolução do problema (o que sabemos sobre o problema e o que não sabemos, mas precisamos de saber Elaboração do slogan do festival No final, percebemos que afinal o que é simples é na realidade uma tarefa complexa. em primeiro lugar temos de perceber o que se quer do festival, os objetivos quem pode intervir, até a criação de um slogan atrativo se torna uma tarefa bastante complicada. Ao longo desta aula percebemos que a elaboração de um festival é uma tarefa bastante complexa e que se não definirmos bem os objetivos a atingir com ...

Contrato nos trabalhos de grupo.

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 A necessidade de assinar um contrato surge como uma segurança para cumprir o estabelecido entre pessoas e ou empresas. O método de trabalho seven jup obriga-nos a assinar um contrato para assegurar que todos os elementos do grupo se comprometem na realização das tarefas atribuídas. Mas afinal o que é um contrato? O contrato manifesta-se de diferentes formas, embora possa não parecer está presente no nosso dia a dia. Para a lei portuguesa “O «contrato» a que se refere a lei portuguesa, em qualquer caso, é uma figura mais ampla do que o «contrato» da linguagem corrente não jurídica. Para a terminologia da lei, uma doação é um contrato, e o casamento é também um contrato.” Nas aulas de Aprendizagem Baseada em Problemas, o contrato não se limita apenas a referir as penalizações em caso de incumprimento, ou os nossos deveres como membro do grupo, mas também constam os nossos direitos enquanto membros. No fundo e nosso dia a dia os contratos, sejam eles de diversos fundos e natureza, na...

O Processo Maastricht Seven Jump uma referência na Aprendizagem Baseada em Problemas

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Vamos refletir sobre a origem, a necessidade e a utilidade da Aprendizagem Baseada em Problemas. A origem desta aprendizagem está na Universidade de McMaster no Canadá, no final da década de 1960. Foi especialmente no campo da medicina que se desenvolveu esta metodologia de aprendizagem. A medicina é por natureza um ramo da ciência que visa resolver problemas às pessoas.  A difusão da aprendizagem PBL foi e é muito difundida nos ramos disciplinares da medicina, devido à constante necessidade de encontrar soluções para problemas de saúde.  O crescimento e difusão da pedagogia centrada no aluno permitiu o surgimento de um ambiente favorável à difusão desta prática no ensino, bem como, a diversificação das abordagens na sua implementação.  Segundo o Professor Herculano a metodologia Maastricht 7 Jump é a mais difundida e aceite, no entanto não é universal.  Existem 7 etapas nesta metodologia:   1. Leitura do cenário: clarificação de termos e conceitos; 2. Defi...