O tempo de aprendizagem em ABP
Uma das questões abordadas na última aula foi o tempo que cada aluno leva para se adaptar a esta metodologia e às funções atribuídas pelo grupo.
O professor Herculano aproveitou para introduzir o artigo de Adrian Chappell, titulado: "Using the ‘Grieving’ Process and Learning Journals
to Evaluate Students' Responses to Problem-Based Learning in an Undergraduate Geography
Curriculum". Publicado no Journal of Geography in Higher Education, em 2006.
O texto aborda as oito fases que um aluno pode necessitar para passar de um nível de aprendizagem para outro baseado em ABP.
Existem várias fases de adaptação do aluno à aprendizagem baseada em problemas. O aluno tem um momento de luto, isto é, precisa de desconstruir o processo tradicional que tem adquirido para depois integrar a nova aprendizagem.
O professor referiu que não existe uma solução para a gestão do tempo que um aluno demora a fazer a transição de um nível, mais tradicional, para outro, baseado em ABP, porque cada aluno primeiro tem que decidir mudar e depois, cada pessoa demora o seu tempo, na sua transformação. Sendo assim, uma das funções do professor é conseguir adaptar as dinâmicas ao ritmo da turma ou de cada grupo de trabalho.
Pode ver nos meus colegas e em mim próprio vários sentimentos/situações descritas no texto de Adrian Chappell, como sejam: frustração, desorientação, exploração, reflexão, orientação e partilha. Realmente a implementação da aprendizagem baseada em problemas precisa de tempo.

OK Alexandre! Esta temática é muito importante e qualquer professor que não tome isto em consideração não conseguirá abordar com sucesso a metodologia ABP. É preciso que o aluno se sinta confortável para poder dar o salto que é necessário na sua transformação.
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