Fragmentação socioespacial e condição urbana periférica em cidades brasileiras

A aula de ABP foi substituída por uma conferência da professora Maria Encarnação Sposito,  professora no Departamento de Geografia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Presidente Prudente. Esta conferência abordou temas da Fragmentação socioespacial e condição urbana periférica em cidades brasileiras. Foram abordadas as separações que as cidades brasileiras apresentam, nomeadamente com a divisão de classes sociais e equipamentos de apoio à população. De acordo com o mapeamento de algumas cidades, nomeadamente São Paulo e Maringá, existia um comportamento repetido, a sul da barreira física/natural e até artificial, era onde se localizavam os empreendimentos mais luxuosos e onde predominava a classe média alta. Por outro lado, na margem norte, desenvolviam-se os bairros de classe baixa, as famosas favelas. Transpondo isso para o nosso território e indo ao encontro da nossa situação problema da disciplina de Tendências de Transformação das Cidades e Regiões, este mesmo comportamento é visível na cidade de Lisboa. Temos uma barreira, a linha do comboio, que separa o território de Marvila, aqui também é evidente que a classe média/alta habita a zona sul de Marvila, ficando a zona norte ocupada pelos bairros sociais e problemáticos da classe baixa. 

Seria pertinente realizar um trabalho de investigação e perceber se o território português também demostra esta tendência de segregação entre a zona sul/norte das cidades!



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